João Monlevade está prestes a integrar oficialmente o grupo de cidades mineiras que adotam o modelo cívico-militar em escolas estaduais. Três das quatro instituições de ensino aptas à adesão já aprovaram a proposta, após consultas às respectivas comunidades escolares realizadas ao longo desta semana.
O modelo prevê a atuação de militares da reserva nas áreas administrativas e disciplinares das unidades de ensino, sem interferência direta no conteúdo pedagógico. A iniciativa faz parte de um programa do governo de Minas Gerais, liderado por Romeu Zema (Novo), que visa ampliar a presença da disciplina militar em escolas públicas.
Resultados expressivos
A Escola Estadual Manoel Loureiro registrou uma ampla maioria a favor da mudança: 174 votos favoráveis e apenas 20 contrários. Já na Escola Estadual Dr. Geraldo Parreiras, o cenário foi mais equilibrado, com 114 votos a favor, 82 contra e 8 nulos. A Escola Estadual Alberto Pereira Lima também aprovou a proposta, com 146 votos favoráveis e 12 contrários.
A única escola ainda pendente de decisão é a Escola Estadual Luiz Prisco de Braga. A votação da comunidade escolar está marcada para a noite da próxima terça-feira (15), quando será definida a possível adesão da quarta instituição.
Debate ampliado
Para ampliar o debate sobre os impactos da implementação do modelo, a Câmara Municipal realizará uma audiência pública na segunda-feira (14). A proposta é da vereadora Maria do Sagrado (PT) e deverá reunir autoridades locais, representantes das escolas, professores, pais e alunos. A expectativa é esclarecer dúvidas e ouvir diferentes posicionamentos sobre a medida.
O prazo oficial estabelecido pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais para a deliberação das comunidades escolares se encerra na sexta-feira (18). A decisão final das instituições será comunicada à secretaria estadual para os trâmites de implantação.
A adoção do modelo cívico-militar tem gerado debates em todo o país, dividindo opiniões entre os que defendem maior disciplina e organização no ambiente escolar e os que apontam riscos de militarização da educação pública.
