A cidade de João Monlevade foi uma das localidades onde a Polícia Civil de Minas Gerais realizou diligências da Operação Anônimos, deflagrada na quinta-feira dia (10), com o objetivo de combater a apologia ao crime em redes sociais. A ação foi coordenada pela 1ª Delegacia Regional de Teófilo Otoni e mobilizou diversas equipes da corporação.
Além de João Monlevade, a operação passou por Belo Horizonte, Governador Valadares, Frei Inocêncio, Ataléia, Franciscópolis e pelo distrito de Pedro Versiani, em Teófilo Otoni. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram recolhidos celulares e outros materiais eletrônicos que poderão ajudar no avanço das investigações.
Investigações e perfis falsos
Segundo informações da Polícia Civil, a operação teve como base a análise de comentários em redes sociais, nos quais usuários exaltavam grupos criminosos e seus integrantes, especialmente em postagens feitas por jornalistas. Os conteúdos foram publicados ao longo de 2024, em meio a uma onda de violência entre facções criminosas no Vale do Mucuri, região onde está situada Teófilo Otoni.
As investigações identificaram 19 pessoas suspeitas de publicarem os comentários. Todos os envolvidos teriam utilizado perfis falsos para tentar ocultar a identidade. Os suspeitos poderão responder pelos crimes de apologia ao crime e envolvimento com organização criminosa.
Crime previsto em lei
A apologia ao crime ou ao criminoso é considerada crime no Brasil. Segundo o Código Penal Brasileiro, no artigo 287, é definido como o ato de “fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime”, com pena prevista de três a seis meses de detenção ou multa.
A Polícia Civil segue analisando o material apreendido para aprofundar as investigações e identificar possíveis conexões entre os envolvidos e organizações criminosas atuantes no estado.
