O cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, o Jaguar, morreu, neste domingo (24), no Rio de Janeiro.
Em nota, o Hospital Copa D´Or, informou que o artista estava internado em razão de uma infecção respiratória, que evoluiu com complicações renais. “
Através dela, o hospital se solidarizou com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda para a cultura brasileira”, diz o documento.
Jaguar começou a carreira, no ano de 1952, quando trabalhava no Banco do Brasil.
Na ocasião, ele conseguiu publicar um desenho na coluna de humor Penúltima Hora no jornal Última Hora (RJ). Depois passou a publicar charges seus trabalhos na página de humor da revista Manchete (RJ). O pseudônimo, com o qual ficou famoso, foi uma sugestão de Borjalo.
Durante a ditadura, lançou um de seus personagens mais conhecidos, o ratinho Sig, que foi mascote do jornal O Pasquim, do qual Jaguar foi um dos fundadores. O artista foi preso uma vez e enfrentou processos no período.
Homenagens
Nas redes sociais, artistas colegas de Jaguar fizeram homenagens e lamentaram a morte do cartunista. O chargista Arnaldo Angeli Filho escreveu que Jaguar foi o “maior” e é merecedor de todas as reverências pela arte que deixou.
“Dono do traço mais rebelde do cartum brasileiro. Seguimos aqui com sua bênção”, disse.
A cartunista Laerte Coutinho, em postagem no X, referiu-se ao ídolo como “mestre querido”. Outro cartunista, Allan Sieber lembrou que, quando mudou para o Rio de Janeiro, Jaguar chegou a editar o livro dele “Assim rasteja a humanidade”.
O chargista Genildo Ronchi destacou, também em postagem nas redes, que o mundo conhece a importância do legado do Jaguar.
Chico Caruso, em entrevista à TV Globo, considerou que a morte do artista é uma perda irreparável para o humor e para o Brasil.
Jaguar foi ainda responsável por criações de vinhetas e entre elas, na TV Globo, criou a marca registrada do “Plim Plim” da emissora, lembrada até hoje por várias gerações.
Foto: ABI
