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Marcha Global pelo Clima reúne 70 mil em Belém e cobra justiça ambiental

Mudanças climáticas

Manifestantes de 65 países ocuparam as ruas com críticas às falsas soluções debatidas na COP30. Mobilização popular denuncia agronegócio, petróleo e cobra soluções reais para crise ambiental
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Milhares de pessoas de todas as regiões do Brasil e de outros 65 países ocuparam as ruas de Belém, neste sábado (15), durante a Marcha Global pelo Clima.

Este foi um dos principais momentos da Cúpula dos Povos, que ocorre em paralelo à COP30.

Dele participaram movimentos sociais, ambientalistas, organizações internacionais, comunidades tradicionais e representantes de diversos segmentos populares.

Com faixas, cartazes, músicas e intervenções culturais, o ato denunciou os responsáveis pela crise climática e exigiu o fim das chamadas “falsas soluções” propostas nas negociações oficiais da conferência climática.

Durante o cortejo, foram realizados atos simbólicos, como o “Funeral dos Combustíveis Fósseis”, que propôs uma reflexão sobre o esgotamento do modelo energético baseado no petróleo.

Também houve a performance do Cortejo Visagento, com o personagem Curupira simbolizando a defesa das florestas diante da expansão de empreendimentos que afetam os territórios amazônicos.

“Não há superação da crise ambiental sem a superação do agronegócio. A Reforma Agrária Popular é essencial para democratizar a terra, produzir alimentos saudáveis e preservar os bens da natureza”, declarou Ayala Ferreira, dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e integrante da comissão política da Cúpula dos Povos.

Segundo ela, o ato expressa o compromisso de denunciar que os impactos da crise ambiental não são responsabilidade compartilhada, mas consequência direta do modelo capitalista e da ação de setores como o agronegócio.

A Marcha também contou com a presença de ministros e parlamentares. As ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas) estiveram no início do ato, ao lado de deputados do PSOL, como Chico Alencar (RJ), Sâmia Bonfim (SP) e Talíria Petrone (RJ). RT

Foto: Reprodução redes sócias/Movimento dos Trabalhadores sem Terra e Breno Peres/ABr

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