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EUA realizam ataques aéreos contra Caracas

Ameaça concretizada

Na madrugada deste sábado, várias explosões foram registradas em Caracas. Imagens que circulam nas redes sociais mostram colunas de fumaça densa surgindo de diferentes pontos da capital venezuelana.
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A escalada militar norte-americana começou em agosto, quando  os Estados Unidos enviaram navios de guerra, submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, sob o pretexto de “combater o narcotráfico”.

Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, matando dezenas de pessoas.

Nesta madrugada, pouco antes do início dos ataques, os Estados Unidos proibiram voos comerciais sobre a Venezuela por causa da ‘atividade militar em andamento’

Em um comunicado, alertaram todos os pilotos comerciais e privados dos EUA de que o espaço aéreo sobre a Venezuela e a pequena ilha de Curaçao, localizada ao largo da costa norte do país, estava restrito “devido aos riscos à segurança de voo associados à atividade militar em curso”.

Explosões

Segundo testemunhas, as explosões ocorreram no complexo militar de Fuerte Tiuna e na base aérea de La Carlota, acompanhadas por helicópteros sobrevoando a área.

O governo venezuelano emitiu um comunicado após o primeiro ataque aéreo dos EUA contra a cidade de Caracas “e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira”, classificando-o como uma “agressão militar muito grave”.

“Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, particularmente na América Latina e no Caribe, e põe em grave risco a vida de milhões de pessoas”, disse um comunicado oficial.

Caracas alertou que o objetivo dos ataques “não é outro senão o de se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente seu petróleo e minerais, em uma tentativa de romper à força a independência política do país”.

Fotos: redes sociais

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