A escalada militar norte-americana começou em agosto, quando os Estados Unidos enviaram navios de guerra, submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, sob o pretexto de “combater o narcotráfico”.
Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, matando dezenas de pessoas.
Nesta madrugada, pouco antes do início dos ataques, os Estados Unidos proibiram voos comerciais sobre a Venezuela por causa da ‘atividade militar em andamento’
Em um comunicado, alertaram todos os pilotos comerciais e privados dos EUA de que o espaço aéreo sobre a Venezuela e a pequena ilha de Curaçao, localizada ao largo da costa norte do país, estava restrito “devido aos riscos à segurança de voo associados à atividade militar em curso”.
Explosões
Segundo testemunhas, as explosões ocorreram no complexo militar de Fuerte Tiuna e na base aérea de La Carlota, acompanhadas por helicópteros sobrevoando a área.
O governo venezuelano emitiu um comunicado após o primeiro ataque aéreo dos EUA contra a cidade de Caracas “e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira”, classificando-o como uma “agressão militar muito grave”.

“Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, particularmente na América Latina e no Caribe, e põe em grave risco a vida de milhões de pessoas”, disse um comunicado oficial.
Caracas alertou que o objetivo dos ataques “não é outro senão o de se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente seu petróleo e minerais, em uma tentativa de romper à força a independência política do país”.
Fotos: redes sociais