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Justiça da Itália nega recurso de Zambelli e audiência de extradição fica para esta quarta-feira

Quase de volta

Os advogados da ex-parlamentar pediam a alteração do corpo de magistrados que irá julgar a extradição da brasileira
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A Justiça da Itália negou nesta terça-feira (10) o recurso da defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli, presa em Roma, capital italiana, desde junho de 2025. Seus advogados pediam pela troca dos juízes que julgam seu caso alegando falta de imparcialidade.

Sem o recebimento, , a extradição da ex-deputada será julgada nesta quarta-feira (11). A decisão para o retorno de Zambelli já havia sido adiada uma série de vezes por pedidos da defesa da ex-deputada federal.

O relator do caso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, já informou a Justiça italiana que a Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), conhecida como Colmeia, tem condições de receber a ex-parlamentar de maneira adequada.

Zambelli foi condenada pelo STF duas vezes: por haver contratado um hacker para invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, no episódio em que perseguiu um homem a mão armada pelas ruas de São Paulo, em outubro de 2022.

Fuga

A ex-deputada federal do PL(SP) fugiu do Brasil dias antes do trânsito em julgado da primeira condenação e ser determinado o cumprimento da pena, de dez anos de prisão.

Ela foi encontrada na Itália pelas autoridades, após ser incluída como foragida na lista da Interpol.

A defesa alega que a Zambelli sofre perseguição judicial e política no Brasil, e também questiona a situação carcerária no país para o eventual cumprimento da pena.

O Ministério Público do país europeu deu parecer favorável à extradição e entende que a solicitação brasileira de extradição atende a todos os requisitos necessários, dentre os quais a confirmação de que Zambelli não sofreu perseguição política.

A ex-deputada perdeu o mandato por determinação do Supremo, mesmo depois do plenário da Câmara ter aprovado a permanência dela no cargo, pois parlamentares condenados ao regime fechado por tempo prolongado devem perder seus mandatos automaticamente.

Na segunda condenação pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal ela foi condenada a cinco anos e três meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além de pagamento de multa correspondente a 400 salários-mínimos vigentes à época dos fatos (2022), com devida atualização monetária.

Foto: Lula Marques e Conjur

* Sptunik

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