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Alckmin defende apuração rigorosa no caso Master

Geraldo Alckmin durante entrevista ao jornalista José Luiz Datena na estreia do programa Na Mesa com Datena, exibido na TV Brasil. Crédito: Bruno Peres.
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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, defendeu investigação e punição rigorosa aos responsáveis pelo escândalo envolvendo o Banco Master, que teria causado prejuízos bilionários a investidores e instituições públicas e privadas.

A declaração foi feita durante entrevista ao jornalista José Luiz Datena, no programa Na Mesa com Datena, exibido na TV Brasil. Segundo Alckmin, as irregularidades não são recentes e precisam ser apuradas com rigor, inclusive diante de possíveis envolvimentos de pessoas ligadas ao Banco Central do Brasil, responsável pela fiscalização do sistema financeiro.

O vice-presidente afirmou ainda que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não interfere nas investigações e garantiu autonomia à Polícia Federal, ao Ministério Público e ao Judiciário para apurar o caso.

A investigação faz parte da Operação Compliance Zero, que apura fraudes bilionárias no Banco Master e já levou à prisão do financista Daniel Vorcaro, apontado como um dos envolvidos no esquema.

Durante a entrevista, Alckmin também confirmou que deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio no dia 2 de abril para cumprir a legislação eleitoral, que exige o afastamento de ministros que pretendem disputar cargos públicos nas eleições deste ano.

Ele ainda comentou os impactos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã na economia global, avaliando que o Brasil tende a ser menos afetado por ter como principais parceiros comerciais países fora da zona do conflito, embora o aumento do preço do petróleo possa pressionar combustíveis.

Por fim, Alckmin destacou a aprovação da PEC da Segurança Pública na Câmara dos Deputados, afirmando que a proposta pode fortalecer a integração das forças de segurança e ampliar a atuação das polícias municipais no combate à criminalidade.

Fonte: Agencia Brasil

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