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Livro infantil “Dinari” une ancestralidade e protagonismo negro

Com autoria da atriz Éle Fernandes e ilustrações de Suzane Lopes (finalista do Jabuti), o livro terá lançamento na Livraria Aluá, com contação de histórias e bate-papo.

Livro infantil “Dinari” une ancestralidade e protagonismo negro
Éle Fernandes por Thais Sheliden
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No próximo dia 11 de abril, sábado, às 13h30, a Livraria Aluá, em Belo Horizonte, será palco do lançamento de “Dinari”, o segundo livro infantil da talentosa atriz, escritora e psicóloga em formação Éle Fernandes.

Com ilustrações de Suzane Lopes (finalista do Prêmio Jabuti em 2023 com o livro “Óculos de cor”), a obra convida de forma sensível ao encontro entre a infância e a memória ancestral.

A entrada é gratuita e haverá um animado bate-papo e contação de histórias com a autora. Após o evento, o livro estará disponível para compra na loja virtual da Associação Artes Sapas (www.artessapas.com.br).

Em um cenário onde apenas 47% da população brasileira acima de 5 anos é considerada leitora, segundo dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2024 (Instituto Pró-Livro/IPEC), “Dinari” surge como um manifesto poético sobre a importância da representatividade.

Em um país onde 56,3% da população é negra (IBGE), o livro oferece às crianças negras a oportunidade de se verem representadas de forma positiva, celebrando sua beleza, ancestralidade e pertencimento.

Diálogo entre gerações

A autora comenta: “Acredito na importância de as crianças se reconhecerem nas histórias que leem, se sentirem representadas e verem suas belezas, ancestralidades e potências refletidas.

É fundamental acessar narrativas que vão além da dor, que celebrem nossa existência, imaginação e relação com o mundo. Se o livro puder proporcionar isso aos pequenos leitores, já estará contribuindo muito.”

“Dinari” resgata memórias de uma praça de tijolinhos da infância da autora, em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte, para narrar um encontro ancestral e afetuoso sob a sombra de uma árvore. A obra destaca o diálogo entre gerações, valorizando a potência da infância e a sabedoria dos mais velhos, unindo extremos cronológicos e promovendo o respeito mútuo.

Além disso, o projeto inclui um audiolivro com audiodescrição e tradução em Libras, garantindo acessibilidade.

A distribuição de trezentos exemplares para escolas e bibliotecas públicas de Belo Horizonte e região metropolitana amplia o impacto social.

Este livro foi viabilizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, através do projeto DINARI – 07/2024, selecionado no Chamamento Público de Fomento à Execução de Ações Literárias.

A Autora

Éle Fernandes (Daniele Fernandes) é atriz, escritora e produtora cultural.

É formada pelo curso técnico em Teatro Universitário da UFMG e pelo curso básico de Teatro do Centro de Formação Artística (CEFART).

Possui formação básica em Artes Visuais, Circo, Dança, Música e Teatro, com ênfase em Circo, pelo Núcleo Valores de Minas.

É graduanda em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), área que atravessa sua produção artística e literária, ampliando seus modos de criação, escuta e cuidado.

Entre 2017 e 2018, integrou a Trupe A Torto e a Direito, vinculada ao programa Pólos de Cidadania da Faculdade de Direito da UFMG, desenvolvendo trabalhos que articulam arte, direitos humanos e transformação social.

Atualmente, é presidenta da Associação Artes Sapas, coletivo dedicado ao fortalecimento e à valorização da produção artística de pessoas trans, travestis e não-bináries, lésbicas, bissexuais e panssexuais.

Atua também como atriz e produtora na Coletiva Fanchecléticas e como atriz no Centro de Simulação Realística da Medicina da PUC Minas – Betim, participando de processos formativos na área da saúde.

Como escritora, é autora do livro infantojuvenil “Nina, a pequena rã” e do livro infantil “Dinari”. Cofundadora da Editora Artes Sapas, transita entre o teatro, a literatura e a psicologia, investigando as geografias das infâncias e cultivando novos imaginários a partir da memória, da ancestralidade e das trajetórias das que vieram antes.

A Ilustradora

Suzane Lopes (@movimento1989) é ilustradora baiana. Cria narrativas visuais que dialogam com vários conceitos, estilos e técnicas e celebram uma identidade popular, brasileira e com muita poética do cotidiano. Foi finalista do Prêmio Jabuti 2023 pela ilustração do livro “Óculos de Cor”.

A Editora

A Associação Artes Sapas impacta diretamente o fazer de artistas trans, travestis, não-bináries, lésbicas, bissexuais e panssexuais, promovendo trabalhos e valorizando sua arte. A Editora Artes Sapas nasceu para fomentar histórias coletivas de pessoas LGBTQIAPN+.

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