O Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) será palco da 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos, que acontecerá de 16 a 19 de junho.
As exibições gratuitas serão realizadas no auditório do ICSA, em Mariana, como parte de uma iniciativa nacional que utiliza o audiovisual como uma ferramenta de educação, sensibilização e promoção dos direitos humanos.
A Mostra é organizada pelo Coletivo Audiovisual UFOP – WebCineTV UFOP, que tem como objetivo criar produções em linguagem audiovisual afirmativa, experimental e de formação humanística.
O evento conta com o apoio do Programa de Incentivo à Diversidade e Convivência (PIDIC), coordenado pelo professor Adriano Medeiros da Rocha, do Departamento de Jornalismo (DEJOR) da UFOP.
O tema desta edição é “Direitos Humanos e Emergência Climática”, buscando promover o debate sobre justiça ambiental, preservação dos territórios e defesa dos direitos fundamentais.
A programação inclui produções de realizadores indígenas, quilombolas e ribeirinhos, com o intuito de refletir sobre os impactos das mudanças climáticas, os conflitos socioambientais e as formas de resistência adotadas por povos e comunidades tradicionais.
A 15ª edição da Mostra Cinema e Direitos Humanos, fruto da parceria entre o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), é mais um marco no calendário de ações e produções do “Movimento UFOP é Cinema”.
Este movimento tem como objetivo principal a criação de um curso de bacharelado em Cinema e Audiovisual na Universidade. Para ficar por dentro de todas as etapas desse projeto, basta acessar o perfil oficial no Instagram.
Confira a programação completa:
16 de junho (terça-feira) – 19h
- Sessão de Abertura
A abertura da Mostra presta homenagem à cineasta indígena Sueli Maxakali, uma das principais referências do cinema indígena contemporâneo no Brasil. A sessão contará com a exibição do longa-metragem Yõg ãtak: Meu Pai, Kaiowá, obra que aborda a memória, a ancestralidade e as relações entre os povos indígenas, valorizando narrativas produzidas a partir dos próprios territórios e saberes originários.
17 de junho (quarta-feira) – 15h30
- Sessão Antônia Melo (Água)
Dedicada à liderança socioambiental Antônia Melo, fundadora do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, a sessão reúne produções que refletem sobre a importância da água como bem comum e direito humano fundamental. As obras abordam os impactos provocados por grandes empreendimentos sobre rios, comunidades tradicionais e ecossistemas, além das mobilizações em defesa dos territórios e das populações afetadas.
18 de junho (quinta-feira) – 15h30
Sessão Raoni (Floresta)
A sessão homenageia Raoni Metuktire, liderança indígena reconhecida internacionalmente pela defesa dos povos originários e da Amazônia. A seleção de filmes promove reflexões sobre os efeitos do avanço do agronegócio, da devastação ambiental e da contaminação dos territórios indígenas e camponeses. Ao mesmo tempo, evidencia práticas coletivas de cuidado, proteção e resistência que reafirmam a importância da floresta para a manutenção da vida.
- 19h- Sessão Nêgo Bispo (Terra) – Parte 1
A sessão homenageia Nêgo Bispo, intelectual, escritor e pensador quilombola cuja obra contribuiu para a construção de uma visão de mundo fundamentada nos saberes afropindorâmicos e na defesa dos territórios tradicionais. Os filmes exibidos abordam questões relacionadas à terra, à ancestralidade, à preservação dos modos de vida comunitários e às formas de resistência frente às ameaças ambientais e sociais.
19 de junho (sexta-feira) – 15h30
- Sessão Nêgo Bispo (Terra) – Parte 2
Na continuação da celebração em honra a Nêgo Bispo, a discussão se aprofunda nos temas de território, identidade, pertencimento e justiça ambiental.
As obras escolhidas ressaltam as iniciativas de mobilização comunitária e reiteram a relevância dos saberes tradicionais na busca por soluções inovadoras para os dilemas socioambientais atuais.
