O 6º Flitabira – Festival Literário Internacional de Itabira encerrou sua programação no domingo, 1º de novembro, com os melhores resultados de sua história. Em quatro dias de atividades, o evento reuniu 40 mil pessoas no Teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) e em seu entorno, crescimento de 33,3% em relação à edição anterior.
Com o tema “A Máquina do Mundo em Nós”, inspirado nos 75 anos de publicação de Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, o festival promoveu debates, apresentações artísticas, oficinas, exposições e encontros literários gratuitos. A programação também foi transmitida pelo YouTube, com recursos de acessibilidade.
A Livraria do Festival vendeu mais de 3 mil livros, o maior resultado comercial entre as seis edições. O espaço reuniu cerca de 12 mil exemplares e 2.300 títulos, além de oferecer, na Central de Autógrafos, oportunidades para autores convidados, independentes e locais divulgarem suas obras sem cobrança de taxas ou comissões.
Entre os principais destaques esteve a aula-espetáculo “A Máquina do Mundo em Nós”, apresentada por José Miguel Wisnik e pelo músico Kristoff Silva no sábado, 31 de outubro, data dos 124 anos de nascimento de Drummond. Autor de Maquinação do Mundo – Drummond e a Mineração, Wisnik aproximou a poesia do escritor da paisagem de Itabira, da atividade mineral e das inquietações do presente.
O festival recebeu ainda nomes como Conceição Evaristo, Leda Maria Martins, Maria Mazzarello, Pedro Bial, Geraldo Carneiro, Sérgio Abranches, Carla Akotirene, Rita Von Hunty, Fabrício Carpinejar, Marcelino Freire, Geni Núñez e Ricardo Aleixo. As conversas abordaram temas como democracia, racismo, ancestralidade, desigualdade, direitos humanos e transformações sociais.
Na área educacional, o Prêmio de Redação e Desenho mobilizou 45 escolas, alcançando quase 90% da rede escolar pública e privada de Itabira. Foram inscritos 60 textos e 51 desenhos, incluindo produções de estudantes da Educação de Jovens e Adultos. A programação infantojuvenil também contou com oficinas, contação de histórias, espetáculos e encontro com a escritora Paula Pimenta.
A valorização da memória negra marcou diferentes momentos do evento, incluindo uma homenagem às lideranças quilombolas Dona Rosinha, Dona Tita e Dona Joana Zeferina. O Memorial Vale Itinerante apresentou a exposição Correspondências: memória, imagem e presença, dedicada à presença negra na formação de Poços de Caldas.
No ambiente digital, o Flitabira registrou cerca de 2,8 milhões de visualizações entre 3 de outubro e 1º de novembro, além de 4,2 mil novos seguidores. Desde sua criação, em 2021, o festival passou de aproximadamente 10 mil para 40 mil participantes.
A sétima edição já está confirmada para ocorrer entre 27 e 31 de outubro, quando lembrará os 40 anos da morte de Carlos Drummond de Andrade.
