A Prefeitura de Mariana encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei para realizar o repasse de R$ 264 mil à Associação Humanitária de Serviços Sociais Voluntários de Mariana – Corpo de Bombeiros Civil. Também foi criada uma Brigada Florestal para o combate às queimadas no município, onde 20 profissionais atuarão diretamente nas chamadas de urgência e emergência, bem como em ações preventivas.
Adão Júnior, fundador da Brigada Florestal, comemorou a criação da Associação: “É um avanço. Ano passado tivemos vários focos de incêndio na cidade e ainda não tínhamos o pessoal pronto para fazer esse primeiro combate”. A Brigada funciona de segunda à domingo, de 07 às 19h.
Provocar incêndio é crime previsto na Lei nº 9605/1988 com penalidade de reclusão de dois a quatro anos e aplicação de multa. A ajuda da comunidade no combate às queimadas e preservação do meio ambiente é essencial. “A população pode ajudar denunciando e evitando colocar fogo em lixo nos fundos de quintais, sujeiras de lotes e propriedades que foram capinadas ou limpas recentemente, pois o fogo pode sair do controle rapidamente e virar um incêndio”, finalizou Adão Júnior.

A maioria dos incêndios são causados pela ação humana de maneira criminosa. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o número de focos de incêndio em Minas Gerais nos primeiros 24 dias do mês de agosto deste ano, cresceu 108,5% em comparação ao mesmo período de 2020. O avanço do desmatamento, disputa de posse de terras, vandalismo e as atividades ligadas à agropecuária são as principais causas para o aumento das práticas. A falta de chuvas, o mato seco, lixo inflamável e pontas de cigarros atiradas pelas janelas de carros, também são causas comuns para o início do fogo.
Agosto e setembro são marcados pelo tempo quente e seco. A ausência de chuvas, aliadas aos fortes ventos desta época do ano, aumentam os focos de incêndio e as chances de queimadas em larga escala.
Os incêndios trazem graves impactos para o meio ambiente e para a vida cotidiana. Entre eles estão alterações climáticas, comprometimento do solo, desequilíbrio do clima da região, desarmonia nos recursos naturais e colaboração para a aceleração do aquecimento global. As perdas e danos na fauna e flora são incalculáveis, além de ser um desestímulo ao turiismo, pois ninguém gosta de visitar áreas devastadas por incêndio florestais ou passar em seu entorno.
Queimadas na pandemia
Neste período de estiagem, a fumaça dos incêndios prejudica a saúde da população agravando problemas respiratórios como asma, rinite, bronquite, entre outros, pois contribui para a piora da qualidade do ar.
Além disso, podem provocar uma sobrecarga no atendimento do sistema de saúde e agravar o quadro de pacientes com Covid-19. Por causa de um incêndio, milhares de pessoas podem ficar sem energia elétrica devido a problemas na rede de transmissão.
Atendimento:
Guarda Municipal Ambiental: 3558-6901 e 153
Brigada Florestal: 156
Corpo de Bombeiros: 193
Foto: Mundo dos Inconfidentes