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Precariedade da saúde em Itabirito foi duramente denunciada por vereadores

Estado de conservação da UPA, longas esperas por atendimento e transporte deficiente de pacientes, foram cobradas por parlamentares à administração.

Demora no atendimento, falta de médicos e até mofo nas instalações´ da UPA de Itabirito, entre as denúncias e pedidos de providências de vereadores.
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A reunião de Câmara de Itabirito nesta semana teve como tema principal abordado por alguns vereadores a precariedade do sistema de saúde do município.

Representantes da bancada oposicionistas expuseram reclamações de usuários com relação a demora de atendimento, falta de medicamentos e até transporte de pacientes de hemodiálise.
O vereador Renê Butekus denunciou o excesso de mofo e sucateamento das instalações da Unidade de Pronto Atendimento do município.

Segundo o parlamentar, além das crises gripais com as mudanças climáticas e a chegada do frio, os usuários começarão a sofrer com problemas respiratórios devido ao excesso de mofo que se encontra no local e criticou a preocupação do chefe do executivo em construir um heliponto no local, uma vez que o prédio para atendimento de pacientes está em péssimas condições.

“Nós temos a preocupação do chefe do executivo fazer um heliponto na UPA e a Unidade está caindo aos pedaços. Se hoje está tendo crise de gripe por causa do tempo, vai começar a ter rinite, sinusite de tanto mofo que tem no prédio da UPA. Nós não temos que parabenizar”.

Renê ainda comparou a situação da gestão atual à da anterior, onde a saúde era referência e acabou em declínio.

“Nós temos que cobrar porque está deixando cair. A gestão passada foi a melhor saúde da região sudeste do país e caiu. Vai nas UBS, no Santa Tereza ver a bagunça que está na Unidade Básica. Continua a falta de medicamento. O que está acontecendo?”, indagou o vereador.

Além da falta de medicamento e precariedade de instalações, Renê também criticou a demora nos atendimentos denunciados por pacientes que aguardaram por mais de 5 horas para serem consultados.

Em um momento, o vereador sugeriu que o Executivo enviasse à Câmara dos Vereadores solicitação para contratação de médicos para a UPA e UBS. Renê também elogiou os profissionais da área, poém, criticou a coordenação.

“Se tá faltando profissionais, manda pra essa casa pedido de autorização para contratar, no mínimo, 20 pediatras, que nós vamos votar na hora. O presidente da casa é solícito com essas questões. Pede para a Câmara que a gente aprova, e enche a Upa de médicos. Não temos o que elogiar na Upa, apesar dos excelentes profissionais que temos lá dentro. Mas eu acho que tá pecando é na coordenação mesmo”.

Outros dois vereadores que teceram críticas à saúde municipal foram Fabinho Fonseca e Igor Júnior.

Fabinho denunciou a exorbitante demora para realização de consultar, resultando em longas esperas dos pacientes e até desistências.

“Estive na UPA na sexta-feira, fui muito bem atendido, mas uma coisa que me assustou muito foi o número de pessoas aguardando atendimento. Cheguei por volta de 16:30h e tinham pessoas aguardando desde as 9h.No momento que eu estava aguardando, uma pessoa foi embora sem atendimento, não aguentou esperar mais”.

O vereador cobrou atenção da secretária de saúde sobre o problema.

“Sei que isso não acontece todos os dias, mas quando tem um volume grande de pessoas , tem que resolver essa situação. Solicito que a secretária olhe essa questão”.

Já Igor Júnior apresentou uma grave denúncia sobre o transporte de pacientes, especialmente os de hemodiálise.

“Aconteceu uma licitação para dois micro-ônibus e duas vans, e a própria secretária salientou que as condições são precárias dos veículos que levam os pacientes. Eles merecem ter uma condição de ir e vir, e da forma que esses veículos estão, não tem condições”, destacou o parlamentar.

As críticas à saúde do município são referenciadas pela população Itabiritense que, constantemente sofre com a falta de profissionais, como pediatria e ginecologia, e longas esperas por atendimento, o que aumenta o sofrimento e, às vezes resulta em desistência dos pacientes.

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