O shopping é o novo vintage: geração Z resgata consumo presencial

O retorno das compras presenciais, impulsionado principalmente pela Geração Z. Créditos: divulgação.
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Nos últimos anos, vivemos uma crescente de vendas online, mas o que tem chamando atenção é o retorno das compras presenciais, impulsionado principalmente pela Geração Z.

A ideia de que as lojas físicas se tornariam apenas vitrines, jovens entre 18 e 24 anos têm redescoberto o hábito de frequentar shoppings e lojas físicas.

Dados recentes mostram que, apesar de serem nativos digitais, esses consumidores têm demonstrado preferência crescente pelas experiências presenciais. Segundo levantamento da GS1 Brasil, cerca de 54% da Geração Z prefere realizar compras em lojas físicas, enquanto uma parcela menor prioriza o comércio online.

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Outro estudo, da consultoria EY, aponta que aproximadamente 63% dos jovens pretendem comprar em lojas físicas, reforçando o papel dos shoppings como espaços de consumo e experiência.

A nova geração busca vivência, e não apenas consumo. Para os chamados “zoomers”, o shopping deixou de ser apenas um espaço de compras e passou a se consolidar como um ambiente de convivência, lazer e socialização. Esse movimento tem reposicionado esses empreendimentos no mercado. Em um cenário em que as redes sociais, muitas vezes, limitam a socialização real, esse comportamento pode indicar um novo recomeço do convívio fora do ambiente digital.

Esse comportamento acompanha o crescimento do poder de consumo da Geração Z, que deve movimentar mais de US$ 12 trilhões globalmente até 2030. Diante desse cenário, o setor varejista já começa a se adaptar e investir na ampliação de espaços físicos.

No Brasil, a tendência também já é percebida. Mesmo com taxas de juros elevadas, shoppings voltados ao público de maior renda têm apresentado crescimento, com aumento nas taxas de ocupação e valorização dos aluguéis.

O movimento reforça a estratégia de posicionar os centros comerciais como destinos de experiência, o que contribui para reduzir os impactos de oscilações econômicas.

Um exemplo é o investimento anunciado pela Iguatemi, que destinará R$ 314 milhões para a expansão de sua unidade em Brasília, com a adição de 15 mil metros quadrados de área bruta locável

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