
A Casa de Música de Ouro Branco realiza, entre os dias 28 de março e 4 de abril de 2026, a 12ª edição do Festival Matias de Oliveira Pinto, reunindo violoncelistas do Brasil e de diversos países em uma programação que alia formação, intercâmbio e apresentações abertas ao público.
Neste ano, o festival presta homenagem ao professor e violoncelista Iberê Gomes Grosso (1905–1983), um dos nomes mais importantes da música erudita brasileira. Reconhecido por sua atuação como intérprete e educador, Iberê teve papel fundamental na formação de músicos no país e manteve forte vínculo com a música nacional.
Com direção de Kênia Libanio, o evento consolida-se como um dos principais encontros dedicados ao violoncelo no Brasil. A programação inclui concertos, palestras, masterclasses e oficinas, promovendo o intercâmbio entre músicos consagrados e novos talentos.
“Mais uma vez, trazemos para Ouro Branco grandes nomes do violoncelo, que não apenas se apresentam, mas compartilham conhecimento com nossos alunos. Assim, mantemos vivo o legado de Matias de Oliveira Pinto, que segue sendo referência para a Casa de Música”, destaca Kênia Libanio.
Entre os convidados desta edição estão Márcio Carneiro, Eduardo Swerts, Kayami Satomi, Hugo Pilger, Victoria Saldarini, Miguel Braga, Priscila Varela, Mauro Braga, Risa Adachi e Fábio Presgrave.
Homenagem e concertos
Um dos destaques da programação acontece no dia 31 de março, com um concerto especial em homenagem a Iberê Gomes Grosso. O repertório reúne obras de compositores brasileiros como Cláudio Santoro, Radamés Gnattali e Heitor Villa-Lobos, que tiveram peças dedicadas ao homenageado.
Na mesma data, os violoncelistas Márcio Carneiro e Hugo Pilger conduzem uma palestra sobre a trajetória e a contribuição de Iberê para a música no Brasil.
Os concertos em Ouro Branco acontecem diariamente, às 19h, na sede da instituição, com entrada gratuita.
Encerramento em Belo Horizonte
O encerramento do festival será realizado no dia 4 de abril, em MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, localizado na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Na ocasião, a Orquestra de Violoncelos do festival se apresenta ao público, reunindo alunos e professores em uma grande performance coletiva.
Formação e intercâmbio
Além dos concertos, o festival também se destaca pelo seu papel formativo, oferecendo atividades educativas que fortalecem a cadeia da música erudita e ampliam o acesso à cultura. A proposta reforça a vocação de Ouro Branco como destino cultural em Minas Gerais.
Todas as apresentações são gratuitas.
O festival conta com patrocínio via Lei Federal de Incentivo à Cultura, além de apoio de instituições públicas e privadas.































