Milton Nascimento acionou judicialmente o Cruzeiro Esporte Clube após a veiculação de sua canção “Clube da Esquina 2” em um vídeo promocional do clube, publicado nas redes sociais no dia 1º de janeiro de 2025. A ação, que tramita na 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, cobra indenização de R$ 50 mil pelo uso da música sem autorização prévia.
O vídeo em questão celebrava a chegada do atacante Gabigol ao time e, segundo a equipe do cantor, foi divulgado sem qualquer pedido de licença para uso da obra. A assessoria de Milton informou que houve tentativa de acordo extrajudicial, mas a ausência de resposta por parte do clube motivou o processo.
Em comunicado publicado nas redes sociais no último domingo (3), a equipe do artista defendeu a ação como uma medida legítima para assegurar os direitos de autores e músicos. O texto enfatiza que, mesmo em casos de laços afetivos entre o artista e a instituição — como o de Milton, notório torcedor do Cruzeiro —, os direitos autorais devem ser respeitados.
O pronunciamento compara a situação ao funcionamento de uma rede de supermercados, questionando se alguém aceitaria distribuir gratuitamente seus produtos por simples afinidade com o clube. A metáfora foi interpretada como uma referência indireta ao empresário Pedro Lourenço, dono da SAF cruzeirense e dos Supermercados BH.
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Clube contesta acusação e se diz surpreso
Em resposta, o Cruzeiro negou qualquer irregularidade e afirmou que a publicação não foi originada pelo clube, mas compartilhada por meio da funcionalidade de colaboração da plataforma Instagram. A trilha sonora, segundo a nota divulgada no sábado (2), estava disponível na biblioteca musical da rede social e já havia sido utilizada em postagem original feita pelo próprio Gabigol.
A diretoria alegou que não houve edição ou manipulação que configurasse exploração comercial da obra e destacou que a intenção foi prestar homenagem ao artista. O clube também informou que, até aquele momento, não havia sido citado formalmente pela Justiça.
Reações nas redes e medidas legais por ataques
Desde a repercussão do caso, os perfis ligados a Milton Nascimento têm recebido ataques nas redes sociais, muitos com teor ofensivo e discriminatório. A assessoria do cantor afirmou estar documentando as mensagens que configuram crime e estuda a adoção de medidas judiciais contra os autores.
A nota também manifestou repúdio às manifestações de ódio direcionadas ao artista, principalmente aquelas com cunho etarista. A equipe reiterou que a discussão não envolve paixões clubísticas, mas o respeito à legislação que protege os direitos dos criadores.
A controvérsia gerou amplo debate entre torcedores e defensores dos direitos autorais, colocando em evidência os limites entre homenagem e uso indevido de obras protegidas por lei.
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