A Câmara Municipal de João Monlevade realizou, na última quarta-feira (10), uma solenidade especial para homenagear Ildeu Alves Caldeira, que completou 100 anos de vida no dia 27 de fevereiro deste ano. Ele recebeu o diploma Centenários, concedido por iniciativa do vereador Belmar Diniz (PT).
O evento reuniu familiares, amigos, autoridades locais, além do prefeito Laércio Ribeiro (PT) e representantes da ArcelorMittal, empresa onde Ildeu trabalhou.
Alegria e bom-humor
Durante toda a cerimônia, o homenageado mostrou o carisma que o acompanha há décadas. Em clima descontraído, brincou ao posar para as fotos pedindo que afastassem a bengala: “Isso é coisa de gente velha!”. No telão, uma imagem sorridente reforçava seu lema de vida: “A alegria faz a vida”.
Mensagens gravadas por parentes e amigos foram exibidas, e no plenário, familiares como o neto Davi, o filho Élcio e a sobrinha Dulcinéia Caldeira, ex-vereadora, prestaram emocionadas homenagens.
Palavras marcantes
Com voz firme, Ildeu discursou sobre sua trajetória:
“Tenho uma vida limpa. Fico surpreso com as amizades que eu tenho. Isso, para mim, foi maravilha. Isso, para mim, foi remédio”.
Ele relembrou a chegada a João Monlevade, ainda menino, e agradeceu à antiga Belgo-Mineira, onde iniciou sua carreira: “A Belgo-Mineira, para mim, foi maravilha”. No encerramento, declarou seu amor pela cidade: “A minha terra, agora, é aqui”.
Discursos de autoridades
O vereador Belmar Diniz destacou o exemplo de fé, família e alegria deixado pelo centenário. Já o prefeito Laércio Ribeiro lembrou da lucidez e do interesse do casal Ildeu e sua esposa por assuntos do cotidiano: “Se fosse hoje, falariam sobre Inteligência Artificial, guerra na Ucrânia, tarifaço”.
O presidente da Câmara, Fernando Linhares, reforçou a importância histórica da trajetória de Ildeu, que atravessou períodos como a Grande Depressão, a Segunda Guerra Mundial, a Guerra Fria e a inauguração de Brasília.
Uma vida dedicada à cidade
Nascido em 1925, em Santa Bárbara, Ildeu foi o caçula entre seis irmãos. Mudou-se com a família para João Monlevade em 1936, apenas um ano após o início da construção da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira. Seu pai administrava uma pensão que atendia os trabalhadores da Campolina, responsável pela terraplanagem da usina.
Ainda jovem, perdeu o pai e assumiu os cuidados da mãe até o fim da vida dela. Trabalhou como sapateiro e no comércio familiar antes de ingressar na Belgo-Mineira, em 14 de julho de 1943, onde construiu sua carreira.






























