Hamas e Israel se encontram nesta segunda para negociar fim do massacre

Hamas e Israel se encontram nesta segunda para negociar fim do massacre
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Foi confirmado um encontro entre representantes de alto escalão do Hamas e do governo de Israel no Cairo, Egito, nesta segunda-feira (6), para discutir um cessar-fogo permanente e a entrega de reféns.

Um líder do Hamas afirmou no domingo que o grupo está interessado em chegar a um acordo para encerrar a guerra e iniciar imediatamente o processo de troca de prisioneiros.

A reunião surge a partir de uma proposta apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não incluiu o Hamas nas negociações. Embora os termos do acordo tenham sido parcialmente aceitos por todas as partes desde sexta-feira (3) à noite, Israel continuou atacando a Faixa de Gaza, resultando na morte de 20 pessoas no sábado (4).

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O plano de Trump inclui um cessar-fogo, a libertação dos prisioneiros israelenses em 72 horas, o desarmamento do Hamas e a retirada gradual do exército israelense da Faixa de Gaza, após quase dois anos de conflito.

O Hamas concordou na sexta-feira com a libertação de todos os reféns, vivos ou falecidos desde o ataque de 7 de outubro de 2023.

Uma fonte próxima ao Hamas afirmou que as duas delegações estarão no mesmo edifício para discutir o calendário de preparação para o translado dos reféns retidos em Gaza, como parte do processo de troca de prisioneiros.

A fonte ressaltou que se Israel estiver genuinamente interessado em chegar a um acordo, o Hamas está disposto a negociar.

Diferentes frentes têm apoiado a proposta, com a Frente Popular para a Libertação da Palestina confirmando a disposição do Hamas em negociar os termos. No entanto, a Federação Árabe Palestina do Brasil criticou a exclusão dos palestinos das discussões, considerando o plano como uma distopia colonial que menospreza e humilha o povo palestino.

Enquanto isso, os integrantes da Flotilha Sumud, que levavam ajuda humanitária a Gaza, continuam sob domínio israelense desde a interceptação das embarcações pelos militares do país.

No sábado, um dos brasileiros do grupo foi deportado para a Turquia, juntamente com outros ativistas, com os custos pagos pelo consulado italiano em Israel.

Atos foram realizados no mundo e no Brasil neste final de semana para exigir a garantia de direitos e a libertação dos integrantes da Flotilha.

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