
O tiroteio em massa ocorrido neste domingo (14) durante um evento judaico e que deixou dezenas de vítimas foi classificado como “um incidente terrorista”, declarou o comissário da Polícia do estado australiano de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon.
“Sabemos que havia muitas pessoas lá para celebrar uma ocasião feliz: a celebração do Hanukkah. E havia mais de 1.000 pessoas lá quando isso aconteceu”, disse.
Enquanto isso, o primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Chris Minns, afirmou que o massacre foi dirigido contra a comunidade judaica. “O que deveria ter sido uma noite de paz e alegria celebrada nessa comunidade com famílias e simpatizantes foi destruída por esse ataque horrível e maligno”, disse ele durante uma coletiva de imprensa.
“Um ato de antissemitismo maligno”
Anthony Albanese, primeiro-ministro do país, afirmou que se trata de “um ato de antissemitismo maligno, terrorismo, que atingiu o coração da nossa nação”.
“Um ataque contra os judeus australianos é um ataque contra todos os australianos”, enfatizou.
Albanese afirmou que “o mal que se abateu hoje sobre Bondi Beach vai além do compreensível, e o trauma e a perda que as famílias estão enfrentando esta noite vão além do pior pesadelo de qualquer pessoa”.
Dois homens abriram fogo neste domingo na praia de Bondi Beach, perto de Sydney. Pelo menos 12 pessoas morreram e 29 ficaram feridas, informaram as autoridades e a polícia local.
Um dos atiradores foi morto pelas forças da ordem, enquanto o outro ficou ferido e permanece sob custódia policial enquanto recebe assistência médica.
Foto: GettyImages






























