
O Governo de Minas Gerais lançou, nesta semana, o Ano JK, uma iniciativa que reúne uma ampla programação cultural, artística e educativa em homenagem ao ex-presidente Juscelino Kubitschek. O projeto marca os 50 anos de sua morte, celebrados em 2026, e destaca sua contribuição para a modernização do país.
A agenda será realizada entre março e setembro, com atividades em diferentes espaços culturais, especialmente no Circuito Liberdade, em Belo Horizonte.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, em parceria com a Fundação Clóvis Salgado, o Iepha-MG e o Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais.
“Juscelino Kubitschek foi um homem que ousou sonhar grande e teve a capacidade de realizar, deixando um legado que inspira a refletir sobre o futuro que se deseja construir”, destacou a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega.
Programação diversa
A programação inclui exposições, palestras, mostras de cinema, concursos literários e ações educativas, distribuídas em diversos equipamentos culturais, como o Palácio da Liberdade, o Palácio das Artes, a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais e o Arquivo Público Mineiro.
Entre os destaques está a visita mediada “JK: Mineiridade e Modernismo”, no Palácio da Liberdade, que propõe uma reflexão sobre a identidade mineira e o projeto político e cultural liderado por Kubitschek.
O encerramento será em Diamantina, no dia 12 de setembro, com a estreia da ópera inédita Chica, produzida pelos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado. A montagem também terá apresentações no Palácio das Artes nos dias 23, 25 e 27 de setembro.
Palácio das Artes e legado cultural
O Palácio das Artes, que completa 55 anos em 2026, terá papel central na programação, com ações que evidenciam sua ligação histórica com JK.
Entre elas, estão o lançamento de um livro sobre o espaço e uma exposição com croquis do arquiteto Oscar Niemeyer, além da mostra de cinema “JK e o sonho moderno”, no Cine Humberto Mauro, com filmes que abordam o contexto do desenvolvimentismo no Brasil.
Segundo o presidente da Fundação Clóvis Salgado, Sérgio Rodrigo Reis, o equipamento cultural simboliza esse legado. “O Palácio das Artes foi idealizado ainda na gestão de JK como prefeito de Belo Horizonte e representa essa conexão entre cultura, arquitetura e política”, afirmou.
Patrimônio, memória e modernidade
A programação também contempla debates e exposições promovidas pelo Iepha-MG, como a mostra Minas Moderna: Patrimônio e Futuro, que terá como referência o Conjunto Moderno da Pampulha, patrimônio reconhecido internacionalmente.
Já o Arquivo Público Mineiro promoverá visitas guiadas a uma exposição documental sobre a construção de Brasília, reunindo registros históricos do projeto que marcou a modernização do país.
Em agosto, o IHGMG realiza homenagens, seminários e um concurso literário sobre a trajetória de JK. A Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais também participa com a exposição JK: Muito além de seu tempo.
Outro destaque é a participação da Casa Fiat de Cultura, que prepara uma mostra relacionando o projeto desenvolvimentista de JK ao processo de industrialização do Brasil, com foco no setor automobilístico.




























