Rede de Atenção Psicossocial de Ouro Preto, Mariana e Itabirito se unem em ato

Rede de Atenção Psicossocial de Ouro Preto, Mariana e Itabirito se unem em ato pela Luta Antimanicomial
Imagem: Pedro Ludwig
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No dia 21 de maio, Itabirito foi palco do desfile da Luta Antimanicomial, em uma data significativa: 2026 marca os 25 anos da Lei 10.216, que estabeleceu a Reforma Psiquiátrica no Brasil.

Com o tema “Somos diferentes, somos muitos, mas todos cabem no mundo”, o desfile teve início às 14h30, partindo da Prefeitura em direção ao CAPS I. O evento é resultado de uma colaboração entre os CAPS de Ouro Preto, Mariana e Itabirito, que há anos unem esforços na região em prol do direito ao cuidado em liberdade e por uma saúde mental inclusiva.

Esta edição do desfile marca o 18º ano de realização, desde o início da mobilização em 2008, após a expansão dos serviços de saúde mental no município.

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Durante o desfile, os representantes da RAPS dos três municípios proferiram frases impactantes como “Trancar não é tratar” e “Manicômio Nunca Mais”, ecoando pelas ruas de Itabirito.

Suzana Gontijo, diretora da Rede de Atenção Psicossocial, compartilhou a história de Jean Charles, um usuário do CAPS que passou 13 anos institucionalizado, enfatizando a importância do cuidado em liberdade e da luta por uma saúde mental acolhedora e inclusiva.

Os preparativos para o desfile de Itabirito já movimentavam Ouro Preto ao longo do mês de maio, com oficinas criativas no CAPS AD e ensaios musicais da Banda da RAPS, envolvendo usuários e profissionais dos três CAPS do município.

A união entre os três municípios reflete a necessidade de fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial na região, mesmo com a expansão dos serviços em Mariana, mantendo viva a luta antimanicomial.

Belo Horizonte marca o Dia Nacional da Luta Antimanicomial com desfile no Centro da cidade

Em Belo Horizonte, o Dia Nacional da Luta Antimanicomial foi marcado pelo desfile da Escola de Samba Liberdade Ainda que TanTan, com o tema “Somos diferentes, somos muitos, mas todos cabem no mundo”, promovendo a reforma psiquiátrica e a cidadania. A luta antimanicomial vai além do fechamento de hospitais psiquiátricos, buscando mudar olhares e promover um cuidado em saúde mental mais humanizado e livre de estigmas.

A luta antimanicomial não se restringe aos muros de um hospital psiquiátrico, mas denuncia práticas de exclusão e estigmatização presentes na sociedade. Defendendo o cuidado em liberdade, territorial e comunitário, a luta antimanicomial reconhece a singularidade, autonomia e cidadania dos sujeitos em sofrimento mental.

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