Ouro Preto intensifica campanha de combate à violação de direitos das crianças e adolescente

Por meio das redes sociais, a Prefeitura de Ouro Preto lançou campanha de sensibilização e informação incentivando o combate à violação de direitos das crianças e adolescentes.
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Assim, intensifica ações de combate ao abuso e à exploração sexual infantil no município como alusão ao dia 18 de maio. Hoje, mais de 76,5% dos casos de violência sexual no Brasil ocorrem contra crianças e adolescentes, segundo dados do Ministério da Saúde.

No ano de 2020 foram 39 notificações de abuso feitas ao Conselho Tutelar de Ouro Preto. No primeiro trimestre deste ano, 10 notificações. “Nós acreditamos que pelos números de 2020 e deste ano, a pandemia está agravando os casos no município. 70% dos abusos acontecem dentro da casa, e o abusador é alguém da família ou do círculo de amizade. A referência da criança e do adolescente é a escola presencial, onde o professor tem um olhar mais aguçado para o comportamento do aluno conseguindo detectar uma mudança no comportamento. Com o fechamento das escolas, as crianças e adolescentes ficaram mais vulneráveis. Quem está trazendo os casos hoje é a própria família, mas nos anos anteriores era a escola”, destaca Lorena Soares, presidente do Conselho Tutelar de Ouro Preto.

“É preciso conscientizar a população da importância da denúncia. A denúncia é sigilosa e permite que o Conselho faça a averiguação”, complementa Soares. Ela pode ser feita pelo Disque Cem, ou diretamente na sede do Conselho Tutelar, que funciona na rua Benedito Valadares, 99, bairro Pilar. Telefones 3559-3207 e plantão 98435-3008. O Conselho Tutelar acompanha a vítima para os exames necessárioso, encaminha para a Polícia Civil onde se dará abertura de inquérito, e notifica o CREAS, o qual dará suporte psicológico à vítima e familiares.

Faz vinte e um anos que o 18 de maio passou a marcar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi escolhida em homenagem à menina Araceli Sánchez Crespo, assassinada aos oito anos, no dia 18 de maio de 1973, em Vitória (ES). As acusações de rapto, tortura, estupro e morte da criança foram atribuídas a jovens de classe média alta, que acabaram inocentados dos crimes.

O caso emblemático virou símbolo da luta contra crimes de pedofilia e exploração sexual de crianças e adolescentes.

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