
Minas Gerais pode conquistar, neste final de semana, um feito inédito: o título de Patrimônio Mundial Natural da Humanidade da Unesco para o Vale do Peruaçu, localizado no Norte do estado.
A candidatura será analisada durante a 47ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada no próximo final de semana, na sede da Unesco, em Paris, na França.
Se aprovada, essa será a primeira vez que Minas Gerais recebe um título de Patrimônio Mundial Natural, somando-se aos quatro bens já reconhecidos como patrimônios culturais (Ouro Preto, Congonhas, Diamantina e Pampulha).
Será também a segunda conquista internacional consecutiva do estado junto à Unesco, após o reconhecimento, em 2024, dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
A candidatura do Vale do Peruaçu é resultado de trabalho conjunto realizado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), e pelo do Governo do Brasil, por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Delegação Permanente do Brasil junto à Unesco.
Barroco da natureza
Localizado entre Januária, Itacarambi e São João das Missões, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu é um dos mais impressionantes sítios naturais e arqueológicos do Brasil com cânions e cavernas monumentais, com mais de 500 formações catalogadas.

Ali também se encontra a estalactite conhecida como Perna da Bailarina, com 28 metros, arte rupestre com mais de 12 mil anos de história, ecossistemas entre Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, além de território de comunidades tradicionais e indígenas, como o povo Xacriabá.
Impulso na atividade turística
A chancela da Unesco ao Vale do Peruaçu deverá representar um divisor de águas para o turismo no Norte de Minas Gerais.
A expectativa é de um aumento expressivo na visitação nacional e internacional, com impactos diretos na geração de emprego e renda nos municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões, além de toda a região do Médio São Francisco.
Estudos comparativos com outros sítios reconhecidos pela Unesco no Brasil indicam um crescimento de até 30% no fluxo turístico nos primeiros três anos após a titulação, com maior permanência média, atração de investimentos em infraestrutura, fomento ao turismo de base comunitária e valorização dos modos de vida tradicionais.
Além de fortalecer o turismo de natureza, o título deverá consolidar o Peruaçu como um destino de turismo arqueológico, cultural, indígena e ecológico.
Foto: Lucas Ramos Mendes e Leo Bicalho/Secult



























