O Vale do Peruaçu foi oficialmente reconhecido como Patrimônio Natural Mundial da Humanidade pela Unesco neste domingo (13/7). Para celebrar a conquista, foi realizada na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, uma homenagem à região que se consagra pela importância global de um território onde natureza, ancestralidade e cultura se entrelaçam em formações geológicas monumentais, arte rupestre milenar e modos de vida profundamente conectados à terra.
Com esse título, Minas Gerais passa a ser o estado brasileiro com o maior número de bens reconhecidos pela Unesco, totalizando seis títulos mundiais: Ouro Preto, Congonhas, Diamantina, Conjunto Moderno da Pampulha, o Queijo Minas Artesanal e agora, o Vale do Peruaçu.
O estado abriga ainda a Reserva da Biosfera da Cordilheira do Espinhaço, a cidade de Belo Horizonte como Cidade Criativa da Gastronomia, o Geoparque de Uberaba, e os sistemas tradicionais de cultivo de Sempre-Vivas no Vale do Jequitinhonha, reconhecidos como Patrimônio Agrícola Global.
A conquista do título fortalece ações como o projeto Caminhos do Norte de Minas, o Afromineiridades, o programa TEM – Turismo, Experiência e Mineridade, e a integração à Estrada Cênica da Cordilheira do Espinhaço.
Liderança nacional na proteção do patrimônio
A conquista reconhece também o esforço na preservação ambiental e valorização de seus territórios culturais. Em 2024, foram investidos R$ 150 milhões para reestruturar sete parques naturais, com destaque para o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. As ações incluíram sinalização ecológica, sistemas de energia solar e comunicação, além de reforço nas trilhas, centros de visitantes e fiscalização.

O presidente da Associação dos Sindicatos Rurais do Norte de Minas, Astério Itabayana Neto, também destaca a importância do reconhecimento para a região. “Essa é uma conquista de muitas mãos que pode servir de estímulo ao diálogo construtivo entre todas as partes interessadas, sempre em busca da aliança entre a proteção do patrimônio natural e o respeito aos direitos legítimos de quem vive e produz nesta terra. Que ela traga mais visibilidade, desenvolvimento sustentável e respeito à nossa gente e à nossa história”.
Foto: Marcelo Barbosa




























