Memórias ganham voz no Festival Caju de Leitores

Cantigas de roda, dança, teatro e literatura indígena marcaram o segundo dia do evento, que segue até sexta-feira (5)

Memórias ganham voz no Festival Caju de Leitores
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A quarta edição do Festival Caju de Leitores continua encantando o público com uma programação diversificada e enraizada nas tradições indígenas.

Na quarta-feira, 3, o evento foi marcado por momentos de celebração da ancestralidade, resgate de memórias e destaque para o protagonismo feminino, com a emocionante participação de Maria Coruja, anciã da Aldeia-Mãe, que aos 86 anos encantou a plateia com cantigas de roda e histórias passadas de geração em geração.

Após a emocionante apresentação de Maria Coruja, os alunos da Escola Coqueiral realizaram uma intervenção artística homenageando as tradições culturais indígenas e a capoeira, promovendo o diálogo entre saberes ancestrais e práticas populares.

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A artista Maria Rios encerrou a manhã com o projeto Lixo é Luxo, convidando todos a dançar e refletir sobre arte, sustentabilidade e pertencimento.

Durante a tarde, a companhia de teatro Livro Aberto apresentou o espetáculo “Se as Coisas Fossem Mães”, arrancando risos e emoções da plateia com uma abordagem sensível e bem-humorada.

A programação literária trouxe reflexões poderosas com mesas de debates que reuniram escritores indígenas e mediadores para discutir a literatura indígena e sua importância na reconstrução das relações socioambientais e na afirmação de identidades.

O Festival Caju de Leitores é uma iniciativa da Savá Cultural, com apoio do Ministério da Cultura e do Governo Federal, contando com patrocínio da Neoenergia Coelba, Instituto Neoenergia e Itaú Unibanco via Lei Rouanet, além do apoio da Secretaria Municipal de Turismo de Porto Seguro e parceria acadêmica da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

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