Brasil e mais 5 países acusam EUA de ameaçar paz e segurança da América Latina

Precedente perigoso

O comunicado critica o uso da força e qualquer ameaça à soberania, integridade territorial e autodeterminação do povo venezuelano
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Os governos de Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai divulgaram neste domingo (4) uma nota conjunta na qual expressam profunda preocupação e rejeição às ações militares unilaterais dos Estados Unidos em território venezuelano, que resultaram no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

O comunicado critica o uso da força e qualquer ameaça à soberania, integridade territorial e autodeterminação do povo venezuelano.

Os países afirmam que tais atos representam “precedente extremamente perigoso para a paz e segurança regionais” e reforçam que a crise deve ser resolvida por meios pacíficos, sem ingerência externa, com base no diálogo e no respeito à legalidade internacional.

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Os signatários também manifestam preocupação com tentativas de controle governamental e apropriação externa de recursos naturais estratégicos, apontando que tais ações são incompatíveis com o direito internacional e colocam em risco a estabilidade política, econômica e social da região.

Leia o Comunicado do MRE

Posição de Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha diante dos fatos ocorridos na Venezuela — 4 de janeiro de 2026

Os Governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha, diante da gravidade dos fatos ocorridos na Venezuela e reafirmando seu apego aos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, expressam de forma conjunta as seguintes posições:

 1. Expressamos nossa profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas. Tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional baseada em normas, além de colocarem em risco a população civil.

2. Reiteramos que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, por meio do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano em todas as suas expressões, sem ingerências externas e em conformidade com o direito internacional. Reafirmamos que apenas um processo político inclusivo, liderado pelas venezuelanas e pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática, sustentável e respeitosa da dignidade humana.

3. Reafirmamos o caráter da América Latina e do Caribe como zona de paz, construída sobre o respeito mútuo, a solução pacífica das controvérsias e a não intervenção, e fazemos um apelo à unidade regional, para além das diferenças políticas, diante de qualquer ação que coloque em risco a estabilidade regional. Da mesma forma, exortamos as Nações Unidas e os mecanismos multilaterais pertinentes a fazer uso de seus bons ofícios para contribuir para a desescalada das tensões e para a preservação da paz regional.

4. Manifestamos nossa preocupação diante de qualquer tentativa de controle governamental, de administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos, o que se mostra incompatível com o direito internacional e ameaça a estabilidade política, econômica e social da região.

Foto:Telegram/Sputnik Brasil e FP

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