Relíquia dos Mamonas: jaqueta de Dinho é encontrada intacta após quase 30 anos

Bento Hinoto, Sérgio Reoli, Júlio Rasec, Dinho e Samuel Reoli, integrantes da banda Mamonas Assassinas - Flávio Florido/Folhapress
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Na última segunda-feira (23), os corpos dos cinco integrantes da banda Mamonas Assassinas foram exumados no Cemitério Primaveras, em Guarulhos (SP). Durante o procedimento, um objeto chamou a atenção: a jaqueta de Dinho, vocalista do grupo, encontrada intacta quase 30 anos após o sepultamento.

Em entrevista ao portal Metrópoles, o CEO da marca Mamonas e primo de Dinho, Jorge Santana, declarou: “A jaqueta estava ali há 30 anos e parecia que tinha sido colocada ontem”.

Fenômeno dos anos 1990, os Mamonas Assassinas deixaram um legado que atravessa gerações e ainda desperta saudade entre os fãs. Filmes e documentários disponíveis nas plataformas de streaming seguem recontando a história do sucesso meteórico dos cinco jovens de Guarulhos.

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Com apenas um álbum lançado, o grupo conquistou o país com músicas irreverentes, letras ousadas e participações marcantes em programas dominicais da televisão brasileira.

Motivo da exumação

Os familiares decidiram dar um novo significado ao legado dos artistas. Em comum acordo, foi autorizada a exumação para que parte das cinzas seja utilizada no plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério, também em Guarulhos, cidade onde a banda foi formada, na Grande São Paulo.

A novidade foi divulgada no último sábado (21) por meio das redes sociais oficiais do grupo e do cemitério. A proposta integra um projeto que busca transformar a memória dos artistas em um gesto simbólico de continuidade e preservação ambiental.

Sobre a nova homenagem

O espaço receberá o nome de Jardim BioParque Memorial Mamonas e seguirá o conceito adotado pelo empreendimento, que une homenagem póstuma, vínculo afetivo, sustentabilidade e cuidado com a natureza.

A proposta prevê que as cinzas sejam incorporadas a sementes de espécies nativas, acompanhadas por especialistas responsáveis pelo desenvolvimento das mudas. A ideia é transformar a despedida em continuidade, fazendo da memória um gesto de renovação.

Em nota, o cemitério destacou o significado do projeto: “Mais do que um memorial, o espaço se propõe a ser um patrimônio afetivo, onde o tempo não apaga as lembranças, apenas as transforma”.

A trajetória da banda foi interrompida em março de 1996, após um show em Brasília. No retorno para casa, o avião que transportava os integrantes colidiu com a Serra da Cantareira, provocando a morte de todos os ocupantes. A tragédia marcou o país e eternizou o grupo como um dos fenômenos mais lembrados da música brasileira.

(Foto: Reprodução)
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