Durante a abertura do evento, realizada na noite desta quinta-feira (26), no Ginásio Poliesportivo, o coordenada da dimensão sócio política, responsável pelo pelo 7º Fórum Social pela Vida, padre Marcelo Santiago, destacou. os clamores pelos quais o Fórum busca lutar, baseando-se no tema desta sétima edição A terra clama por justiça e os pobres por direitos. “O clamor dos povos da Amazônia pelo respeito e sustentabilidade, o clamor dos atingidos e atingidas da parte de Bento Rodrigues, Mariana e Brumadinho contra as mineradoras que, com o rompimento de barragens, ceifaram vidas, geraram caos social e ambiental”, disse.

Ele também deu destaque a situação de cidades do circuito da mineração, como Barão de Cocais, Congonhas e Itabira, que vivem com a possibilidade do rompimento de barragem, e concluiu pedindo aos participantes que abrissem o coração e os ouvidos a voz de Deus..
As 19 mortes ocorridas em 2015 com o rompimento da Barragem Fundão, e as 249 ocorridas este ano em Brumadinho, além das 21 pessoas que permanecem desaparecidas, também foram lembradas.
A situação mais recente, ocorrida no dia 8 de fevereiro de 2019, quando as sirenes soaram em Barão de Cocais, devido ao risco de rompimento da barragem do Gongo. “O povo sai assustado das casas. A ordem é sair às pressas, levando apenas documentos e a roupa do corpo. […] São todos trazidos para esse ginásio onde estamos agora. Aqui são catalogados e enviados para hotéis da cidade, de Santa Bárbara e Caeté. Até hoje não puderam voltar para suas casas. Uma lama invisível atingiu e vem atingindo até hoje esse povo”, narraram oradores durante a abertura do evento.
Foto:Diocese de Mariana