Elon Musk dá solução ‘contraintuitiva’ para conflito em Gaza

Mais de 11 mil palestinos já morreram

Para o chefe da Space X, Israel deveria adotar uma estratégia "contraintuitiva", focada em realizar atos de bondade e caridade, Na imagem, Elon Musk e o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyanhu, durante visita a uma fábrica da Tesla.
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O CEO da Tesla, Elon Musk, criticou a reação de Israel frente aos ataques de 7 outubro realizados pelo Hamas.

Para o bilionário, o governo israelense deveria adotar outra estratégia que não os incessantes bombardeios realizados contra a população civil.
“Se você matar o filho de alguém em Gaza, você terá criado alguns membros do Hamas que morrerão apenas para conseguir matar israelenses”, disse Musk.

Os comentários foram feitos durante uma entrevista no podcast de Lex Friedman.
“Para cada membro do Hamas que você mata, quantos você criou? E se você cria mais do que mata, você não teve sucesso”, questionou.
Para o chefe da Space X, Israel deveria adotar uma estratégia “contraintuitiva”, focada em realizar atos de bondade e caridade, fornecendo serviços de saúde, alimentos e outros tipos de ajuda civil.
“A coisa contraintuitiva que deveria ser feita aqui, embora seja muito difícil, é que eu recomendo que Israel faça os atos de bondade mais evidentes possíveis”, disse Musk.

Combate ao Hamas


Para Musk, isto, contudo, não quer dizer não perseguir os líderes do Hamas.

Estes, segundo Elon, devem permanecer como alvos do governo israelense por suas ações. Dessa forma, Israel “em última análise, combateria a força mais ampla do ódio na região”.
Alguns políticos israelenses defendem a destruição completa de Gaza, enquanto outros querem que a população palestina de Gaza seja removida a força. Já alguns chegaram até mesmo a rotular os fotojornalistas que conseguiram capturar os ataques de 7 de outubro como cúmplices do Hamas que precisam ser mortos.
Até esta sexta-feira (10), mais de 11 mil palestinos em Gaza foram mortos, e outros 27.490 mil ficaram feridos, segundo o Ministério da Saúde local.

Foto: Avi Ohion/ fotospúblicas

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