Juliano Duarte acompanha nova audiência em Londres

Efeito Fundão

Corte londrina realiza sessão para discutir início do julgamento e exclusão de atingidos no caso Mariana contra a BHP
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O prefeito de Mariana, Juliano Duarte,  está em Londres, onde acompanha nova etapa do julgamento contra a mineradora BHP.

Nesta quarta-feira (4) e amanhã, quinta-feira (5), o Tribunal Superior de Londres realiza uma audiência que pode definir quando começará a segunda fase do julgamento contra a mineradora BHP pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana.

Nas argumentações, advogados dos atingidos pedem início em janeiro de 2027, enquanto a BHP solicita adiamento para junho do mesmo ano, divergindo nos prazos.

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A audiência também tratará da exclusão de cerca de 240 mil pessoas que aceitaram acordos de indenização no Brasil e devem sair do processo na Inglaterra.

Esta será a primeira desde que o tribunal rejeitou o pedido de apelação da BHP contra a condenação de novembro do ano passado, que responsabilizou a mineradora pelos danos do desastre de 5 de novembro de 2015.

O processo envolve mais de 600 mil autores – entre pessoas físicas, empresas, 32 municípios, sete prestadores de serviços públicos, 68 instituições religiosas e 22 comunidades indígenas e quilombolas.

Por isso, é considerado uma das maiores ações coletivas já apresentadas na Justiça inglesa e interessa de perto os municípios que não participaram do Acordo de Mariana, assinado por entes federativos e órgãos de Justiça, no ano passado.

Relembre

Com o rompimento da Barragem de Fundão foram liberados cerca de 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro.

Devastadora, uma onde se formou e percorreu aproximadamente 668 quilômetros, atravessando parte de Minas Gerais e o Espírito Santo até o Oceano Atlântico.

No episódio morreram 20 pessoas, e provocou a destruição de casas, edifícios e infraestrutura, além de contaminar cursos d’água com metais pesados e outras toxinas.

Cidades inteiras ficaram sem água, algumas delas por semanas. Os rejeitos causaram morte de organismos aquáticos por asfixia, trauma físico, inanição e toxicidade.

Em consequência,  milhares de peixes mortos foram recolhidos e populações inteiras de peixes foram eliminadas. O desastre destruiu 850 hectares de Áreas de Preservação Permanente.

Foto: Wikipedia e @julianoduarte

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