O público de Ouro Preto receberá no próximo sábado, 22 de novembro, o espetáculo “A Paixão de Tito”, criação do ator e educador cearense Gabriel Castro Cavalcante, que hoje desenvolve sua produção artística em Belo Horizonte. A montagem integra a programação do C.CriA Hub, iniciativa realizada pela Cia 2×2 – Cultura e Cidadania, com apoio local do Coletivo Vila Pobre e parceria do CONDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Sustentável) de Ouro Preto. A apresentação está marcada para as 19h, na sede do coletivo, na Avenida Farmacêutico Duílio Passos, 130.
O espetáculo revisita a trajetória de Frei Tito de Alencar Lima, frade dominicano que se tornou símbolo de resistência política durante a Ditadura Militar. Preso e torturado pelo regime, Frei Tito foi posteriormente exilado, vivendo uma trajetória marcada pela militância, pelas violências do Estado e por um profundo legado humanista. Em cena, esses acontecimentos ganham forma em um ritual performático que reconstrói momentos de sua vida — da formação religiosa à experiência no exterior — até sua morte precoce, aos 29 anos.
A dramaturgia proposta por Gabriel Castro estabelece relações simbólicas entre a história do frade, sua própria vivência e narrativas cristãs, criando um campo poético que aproxima diferentes camadas de sofrimento, fé e resistência. O público é convidado a compartilhar gestos e símbolos associados à partilha, como o pão e o vinho, transformando o espetáculo em uma experiência coletiva de reflexão e escuta.
Com quase três décadas de atuação, Gabriel Castro reúne trabalhos voltados para o teatro performativo e documental. Licenciado em Teatro pela UFMG, o artista desenvolve pesquisas que atravessam educação em direitos humanos, palhaçaria e metodologias criativas aplicadas em escolas, espaços sociais e ambientes formativos. Além de “A Paixão de Tito”, ele coordena projetos como “Xou do Xac” e “Peça-jogo-festa #Criança”, voltados para diferentes públicos e abordagens pedagógicas.
A noite promete uma apresentação marcada por forte carga simbólica e política, reafirmando o papel da arte como espaço de preservação da memória, defesa dos direitos humanos e construção coletiva de sentidos.






























