
Os consumidores brasileiros terão cobrança adicional na conta de luz em maio com a adoção da bandeira tarifária amarela, definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica. O acréscimo será de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
A alteração ocorre em função da diminuição das chuvas na transição do período úmido para o seco, o que reduz a capacidade de geração das hidrelétricas e leva ao acionamento de usinas termelétricas, mais onerosas.
Diante do cenário, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) reforça a necessidade de uso consciente da energia elétrica. Segundo o engenheiro de Eficiência Energética da empresa, Welhiton Adriano de Castro Silva, mudanças simples nos hábitos domésticos podem contribuir para conter o aumento da fatura.
Entre os principais focos de consumo está o chuveiro elétrico, especialmente com a queda das temperaturas. Reduzir o tempo de uso e optar por configurações mais econômicas pode gerar redução significativa. Em uma residência com quatro pessoas, o equipamento pode consumir cerca de 220 kWh por mês, considerando banhos diários de 15 minutos.
Outras orientações incluem evitar abrir a geladeira com frequência, não armazenar alimentos quentes e ajustar o termostato conforme a temperatura ambiente. A utilização de eletrodomésticos com carga máxima, como máquinas de lavar e ferros elétricos, também é indicada para reduzir ciclos e consumo.
A companhia alerta ainda para o gasto invisível de aparelhos em modo stand-by, recomendando que sejam desligados da tomada quando não estiverem em uso. A escolha de equipamentos com selo de eficiência energética e a substituição de lâmpadas convencionais por modelos de LED são medidas que podem reduzir significativamente o consumo.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa mensalmente as condições de geração de energia no país e sinaliza custos adicionais na produção elétrica.





























