A cidade de Ouro Preto recebeu uma quantia de aproximadamente R$1,2 milhão da Vale, graças a um acordo firmado em um processo judicial na Justiça do Trabalho. Esse dinheiro será utilizado para complementar a segunda etapa da reforma da “Casa João Veloso”, que tem um custo estimado de cerca de R$1,3 milhão.
A Procuradoria Geral do Município (PGM) foi responsável por atuar nesse processo e garantir o repasse do valor para a Prefeitura. O procurador-geral, Diogo Ribeiro, comentou sobre o caso, destacando a importância do trabalho técnico da PGM para garantir a segurança jurídica das ações do Governo Municipal. Ele ressaltou que o recurso veio em um momento oportuno, já que a continuidade da obra dependia de disponibilidade financeira.
A “Casa João Veloso” foi desapropriada em 2011 e está localizada na Rua Carlos Tomás, nº 45, no bairro Antônio Dias. Durante anos, o imóvel foi utilizado por outros mandatários até que a atual gestão municipal decidiu realizar uma reforma devido a problemas estruturais, como infiltrações e risco de desabamento.
A primeira etapa da obra já foi concluída, com a reconstrução do telhado e o escoramento da casa. Agora, a segunda fase consistirá em trabalhos de alvenaria, manutenção das estruturas de madeira e piso.
Haverá ainda uma terceira etapa para a instalação da rede elétrica, entre outros. Após a restauração, a propriedade será utilizada como sede do Arquivo Público Municipal, em cumprimento a uma exigência do Ministério Público do Trabalho, que determinou que o recurso fosse destinado a uma das áreas de trabalho, educação ou saúde.
O casarão será renomeado em homenagem a João Batista Ferreira Veloso, ex-prefeito de Ouro Preto e considerado pioneiro na preservação do patrimônio histórico da cidade. Sua filha, Ephigênia Velloso, foi proprietária do imóvel por muitos anos.
A Prefeitura também se comprometeu a arcar com a diferença entre o valor do orçamento da obra e o montante recebido da indenização. A previsão é que a segunda etapa da reforma dure cerca de dez meses.