
O Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, recebeu no dia 17 de janeiro, a abertura do Movimento de Aquisição de Obras para Museus Brasileiros.
A iniciativa é realizada pelo Instituto de Pesquisa e Promoção à Arte e Cultura (IPAC), em parceria com o Ministério da Cultura, o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e o Museu da Inconfidência.
A exposição apresenta peças doadas pela Rede D’Or, Grupo São Joaquim e Petrobahia que passam a integrar o acervo, como cálices litúrgicos e lanternas processionais em prata, além de obras da artista Silvana Mendes, que dialogam entre o passado e o presente.
A programação de abertura incluiu um bate-papo com os pesquisadores Alexandre Madalena e Maria Luiza Seixas, ampliando o debate sobre políticas de aquisição, preservação e fortalecimento das coleções públicas no Brasil.
Além do público em geral, a abertura contou com a presença de representantes do campo artístico e cultural, como o crítico e curador Paulo Herkenhoff, a galerista Beatriz Lemos de Sá, a artista Thais Helt, bem como o prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo.
Propósitos
O diretor do Museu da Inconfidência, Alex Calheiros, afirma que “mais do que a incorporação de um novo conjunto de peças ao nosso acervo, essa coleção que aqui chega é uma oportunidade de ampliar e complexificar a narrativa histórica do Museu, possibilitando incorporar outras vozes, olhares e temporalidades, fortalecendo o MIN como espaço de reflexão crítica sobre a história de Minas Gerais e do Brasil.”
O movimento propõe fortalecer as políticas públicas de aquisição de acervos, ampliando o acesso da sociedade ao patrimônio cultural e reafirmando os museus públicos como espaços de memória, pesquisa, educação e debate crítico. A ação envolve a destinação de obras a instituições públicas, por meio da articulação entre iniciativa privada, poder público e sociedade civil.
Para a presidenta do IBRAM, Fernanda Castro, a iniciativa reforça o papel estratégico dos museus na vida democrática do país. “A preservação do patrimônio é uma responsabilidade compartilhada, orientada por critérios de interesse coletivo, transparência e responsabilidade pública. Ao ingressarem em coleções públicas, esses bens passam a cumprir plenamente sua função social, tornando-se acessíveis à pesquisa, à educação museal e ao diálogo com diferentes públicos.”
A diretora do IPAC, Daiana Castilho, ressalta que “o Movimento de Aquisição de Obras para Museus Brasileiros atua no sentido de reparar ausências, fortalecer instituições públicas e garantir que obras relevantes permaneçam acessíveis à sociedade, em diálogo com pesquisadores, estudantes e públicos diversos.”
O Movimento de Aquisição de Obras para Museus Brasileiros segue em cartaz no Museu da Inconfidência até o dia 29 de março de 2026.
As visitas são de terça a quinta, das 10 às 18h (acesso até às 17h) e sexta e sábado, das 10h às 20h (acesso até às 19h).
Foto: divulgação


























