A Prefeitura de Ouro Preto iniciou um processo de cadastramento das bordadeiras e rendeiras do município, com o propósito de mapear e reconhecer esses profissionais. O trabalho faz parte de uma política de preservação do patrimônio imaterial, já que o ofício é considerado um dos símbolos da identidade cultural local.
A primeira ação presencial do projeto acontece nesta sexta-feira, 26 de setembro, no distrito de Antônio Pereira. O atendimento será feito no Centro Cultural Margareth Monteiro, das 9h30 às 12h, onde os artesãos poderão registrar suas atividades e apresentar suas produções.
Para participar, é necessário residir em Ouro Preto há pelo menos cinco anos e comprovar a prática de técnicas tradicionais como Abrolhos, Arraiolo, Bordado em Chita, Bordado Livre ou Marafunda. Os interessados devem levar CPF, comprovante de residência atualizado e, se possível, a Carteira do Artesão. Caso o comprovante esteja em nome de outra pessoa, será exigida também a cópia do CPF do titular. Um portfólio com três peças próprias também deve ser apresentado.
Segundo a Diretoria de Pesquisa e Difusão do Patrimônio Cultural, o cadastramento não se refere à emissão da Carteira do Artesão, mas sim à criação de um inventário que permita traçar estratégias de valorização e salvaguarda do ofício.
Além da atividade itinerante, os interessados podem se inscrever por meio do formulário online. A prefeitura informou que outras datas e localidades para o cadastramento serão anunciadas em breve.
Com a iniciativa, Ouro Preto busca garantir que o saber das bordadeiras e rendeiras continue sendo transmitido e reconhecido como parte essencial da memória cultural da cidade.































