
A reinauguração da Estação Ferroviária de Engenheiro Corrêa, distrito de Ouro Preto, no dia 14 de dezembro, sexta-feira, celebra a recuperação de um dos patrimônios mais simbólicos da região, com uma programação dedicada ao público de todas as idades.
A festa contará com food trucks e cerveja artesanal das 9h às 16h, solenidade oficial às 10h, apresentação da Sociedade Musical Senhor Bom Jesus de Matosinhos, espaço kids gratuito, Grupo de Choro Deitando o Cabelo, presença do Papai Noel e show do Grupo de Forró Manguacêra.
Viabilizada com patrocínio master do Grupo Herculano e patrocínio complementar do Grupo J. Mendes, por meio da Lei Rouanet, a restauração conta com gestão da Holofote Cultural, apoio da Prefeitura de Ouro Preto e realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
Natural de Engenheiro Corrêa, a vice-prefeita de Ouro Preto, Regina Braga, destaca a importância simbólica da entrega e demonstra a expectativa da comunidade diante da recuperação de um espaço tão representativo. “Vocês estão nos presenteando com a restauração da estação, um sonho da minha mãe e de tantos outros moradores. Ver essa estação restaurada é uma conquista coletiva, feita com muito carinho e acolhimento”, ressalta.
Um investimento de R$ 2 milhões da Herculano Mineração e R$ 820 mil do Grupo J. Mendes permitiu a execução de um amplo conjunto de intervenções.
O projeto paisagístico abarca todo o entorno da estação, com plantio de grama, arbustos, implantação de irrigação automática, recuperação da fonte original e revitalização da histórica caixa d’água, parte fundamental do conjunto ferroviário.
Além disso, o espaço também recebeu projetos de iluminação integral, drenagem do terreno, cercamento com balizadores e correntes para impedir o acesso de veículos e animais.
Equipamentos de sistema de segurança eletrônica com câmeras e alarmes e um completo projeto de prevenção e combate a incêndio, estão instalados.
Propósito

O processo de restauração transforma o terminal em um espaço de democratização, que reúne natureza, meio ambiente, cultura e patrimônio.
O prédio restaurado passa a contar com áreas dedicadas a eventos, biblioteca, sala de informática e espaços administrativos.
Esses ambientes oferecerão à comunidade um local adequado para cursos, atividades culturais, ações socioeducativas, pesquisas, além de fortalecer o turismo e impulsionar o desenvolvimento econômico e social do distrito.
Memória ferroviária
A história da Estação de Engenheiro Corrêa reforça sua relevância no contexto regional e nacional.
Inaugurada em 1896 como parte da antiga Estrada de Ferro D. Pedro II — cujo contrato inicial foi assinado em 1855 para conectar o Rio de Janeiro às províncias de Minas Gerais e São Paulo — a estação integrava a malha ferroviária que visava ligar o sudeste ao restante do país.
Após a Proclamação da República, a ferrovia passou a se chamar Estrada de Ferro Central do Brasil.
Originalmente batizada de Estação Sardinha, em referência ao Ribeirão Sardinha que banha a região, ela e o povoado que cresceu em seu entorno receberam o nome de Engenheiro Corrêa em homenagem a Manoel Francisco Corrêa Júnior, engenheiro da ferrovia que morreu em um acidente no km 514 da linha.
A estação foi a semente para o desenvolvimento do atual distrito de Engenheiro Corrêa, tornando-se ponto central de povoamento, comércio e transporte.
Apesar de sua desativação na década de 1990, o prédio permanece como marco da memória histórica e cultural da região, testemunhando a importância das ferrovias para a integração e o desenvolvimento das Minas Gerais e do Brasil.



























