
Reconhecida pela arquitetura colonial e pela tradição na mineração, Ouro Preto também abriga uma iniciativa voltada ao desenvolvimento de inteligência artificial. Sediada no município, a Futura House conduz pesquisas para criar e treinar um modelo de linguagem próprio, com foco no português brasileiro.
Registros de desenvolvimento atualizados em 22 de outubro apontam avanços em experimentos de treinamento, organização e verificação dos textos utilizados na pesquisa, além de testes de integração entre sistemas. O trabalho, no entanto, permanece em estágio experimental.
Segundo a empresa, os resultados obtidos até o momento indicam evolução nos processos de engenharia. A qualidade das respostas geradas pelo modelo e a coerência das conversas seguem entre os principais desafios das próximas etapas de desenvolvimento.
A nova frente amplia a atuação da Futura House no setor de inteligência artificial. Ela é distinta da SERENA Safety Engine, tecnologia experimental voltada à segurança de sistemas de IA por voz, que possui testes, critérios de avaliação e objetivos próprios.
A empresa ressalta que a aprovação em testes automatizados não representa homologação comercial do modelo de linguagem. Para que a pesquisa resulte em aplicações disponíveis ao público, serão necessários novos experimentos, avaliações de desempenho, estruturação de recursos e parcerias estratégicas.
A Futura House também informou ter protocolado, em 13 de outubro de 2026, um pedido de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O registro está relacionado à frente de segurança por voz e possui objeto específico, diferente do modelo de linguagem em desenvolvimento.
Com investimentos que podem chegar a R$ 100 milhões, a iniciativa busca contribuir para ampliar a participação do Brasil na produção de tecnologias próprias. Por estratégia de proteção à propriedade intelectual, detalhes técnicos sobre a arquitetura e os métodos empregados na pesquisa permanecem reservados.


















