Câmara aprova urgência de projeto para cortar benefícios para empresas e gerar R$ 20 bi em receitas

Renúncia fiscal

Segundo o governo, o impacto dos benefícios fiscais para as empresas soma mais de R$ 544 bilhões em 2024, mas estimativas estão defasadas e o valor pode ultrapassar R$ 800 bilhões.
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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2) pedido de urgência para a apreciação de um projeto de lei que prevê regras para cortes em descontos e isenções de impostos para empresas.

De autoria do senador Esperidião Amim (PP-SC), o projeto pretende aperfeiçoar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e rever os benefícios tributários a fim de diminuir o impacto para as contas de estados e municípios. A proposta foi aprovada pelo Senado em 2023.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende um corte de 10% nos benefícios fiscais, mas com variações por setores. O governo prevê que esse corte de incentivos fiscais possa gerar até R$ 20 bilhões em receitas a partir de janeiro de 2026.

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Mais cedo o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, reuniu-se com deputados na Comissão de Finanças e Tributação, para debater alternativas de alíquotas de impostos, após a derrubada pelo Congresso do aumento do IOF, na semana passada.

Na reunião, Durigan disse que o governo deve sugerir alterações na matéria e que um novo relatório seja elaborado conjuntamente pelos deputados e a pasta.

Presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do Senado, Davi Alcolumbre e o presidente Lula

Ontem (1º), Haddad afirmou que o governo precisa cortar pelo menos R$ 15 bilhões em gastos tributários para equilibrar as contas de 2025 e 2026.

Ainda segundo o governo, o impacto dos benefícios fiscais soma mais de R$ 544 bilhões em 2024, mas estimativas estão defasadas e o valor pode ultrapassar R$ 800 bilhões.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom

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