Casal é condenado por filmar e armazenar material pornográfico envolvendo adolescente, em Itabira

Crime previsto no ECA

Segundo a investigação, a mulher usava a profissão de maquiadora para atrair adolescentes nas redes sociais para, supostamente, atuarem como modelo
Continua após a Publicidade

A pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), um casal de Itabira foi condenado por importunação sexual, além de produção, armazenamento e divulgação de material pornográfico envolvendo adolescente da cidade.

A mulher foi sentenciada a nove anos e seis meses de prisão, em regime fechado.

Já o homem foi condenado a cinco anos e seis meses de prisão, em regime semiaberto e ambos terão de indenizar a vítima por danos morais.  

Publicidade

De acordo com decisão, ficou provado que o casal armazenava, em seus aparelhos celulares, material pornográfico de uma adolescente, com quem praticavam atos libidinosos.

Ao realizar a gravação de cenas de sexo envolvendo a adolescente e, ainda, com ela contracenarem, os acusados, segundo a sentença, praticaram crime (artigo 240) previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Também ficou comprovado que a mulher compartilhou com terceiro registro de cena pornográfica envolvendo a adolescente.

De acordo com a 5ª Promotoria de Justiça de Itabira, em 2023, o casal filmou cenas de sexo e de pornografia com a adolescente, e manteve os registros em vídeo e em foto nos celulares.

Antes disso, em 2019, a mulher já havia praticado atos libidinosos com outra adolescente. Na decisão, a mulher foi condenada pelos crimes cometidos em 2023 e em 2019.

Segundo a investigação, a mulher usava a profissão de maquiadora para atrair adolescentes nas redes sociais para, supostamente, atuarem como modelo.

Em seguida, as meninas passavam a frequentar a casa dela, oportunizando a prática dos atos libidinosos e sexuais, que, em certas ocasiões, eram filmados e fotografados.

 Os crimes foram confirmados após apreensão dos aparelhos celulares do casal, no qual se verificou a existência de registros pornográficos envolvendo uma das adolescentes vítimas.

Foto: Abrinq

Publicidade