Manual publicado com apoio do MPMG ajuda a preservar cultura construtiva de Ouro Preto

Para preservar

Material, que integra projeto “Mãos, Madeira e Barro”, serve como guia para futuras intervenções em edificações históricas da cidade. Iniciativa foi viabilizada por meio de recursos da Plataforma Semente
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Com o apoio do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Plataforma Semente, foi lançado um Manual que busca contribuir para a preservação da cultura construtiva tradicional de Ouro Preto.

A iniciativa integra o projeto “Mãos, Madeira e Barro | Preservação das técnicas mistas de construção em Ouro Preto”, que pretende resgatar saberes históricos e orientar futuras intervenções em edificações tombadas.

O Centro Histórico de Ouro Preto é um testemunho vivo da trajetória de mais de 300 anos da antiga capital mineira, desde sua fundação como Vila Rica até os dias atuais. O casario que compõe uma das principais atrações da cidade registra técnicas tradicionais que permitiram erguer construções em um terreno de relevo desafiador.

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 Para manter viva essa cultura, o projeto lançou, neste mês de dezembro, um Manual e um Documentário que detalham o passo a passo dessas práticas.

O evento ocorreu no anexo do Museu da Inconfidência, na Praça Tiradentes, fruto do trabalho realizado pela Ambiental Pesquisas e Projetos, proponente da iniciativa.

 Com 160 páginas e ricamente ilustrado, o Manual serve como guia para preservar a memória construtiva em futuras intervenções nas edificações históricas.

Ponte entre passado e presente

Executado em parceria com a A Pique Arquitetura e Memória, o projeto teve como objetivo registrar toda a diversidade construtiva que caracteriza Ouro Preto.

 O Manual funciona como uma ponte entre os mestres construtores do passado e os profissionais contemporâneos, oferecendo base técnica para manter viva a história.

“Para conseguirmos chegar na realidade que temos hoje, começamos a fazer uma investigação lá atrás, quando Ouro Preto começou a ser preservada. Investigamos os primeiros planos feitos para isso, e houve uma gama de planos, até mesmo antes da fundação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). E esses planos foram trazendo subsídios para a gente entender como a cidade foi se preservando”, explicou Adelaide Dias, da A Pique, uma das pesquisadoras responsáveis pelo Manual.

A arquiteta Francielle Ferreira, analista técnica responsável pelo monitoramento do projeto pelo Semente, destacou a união de forças que tornou possível esse registro: “É um trabalho fantástico, que reuniu a sociedade civil, os técnicos de patrimônio, os órgãos de preservação e a academia. Torço para que esse projeto se expanda, pois Minas Gerais tem tantos núcleos tombados, e isso representa uma devolução para a sociedade”, comemorou.

Foto: divulgação

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