A Prefeitura de Belo Horizonte incluiu duas novas datas comemorativas no calendário oficial da cidade, ambas sancionadas pelo prefeito Álvaro Damião (União Brasil) na última sexta-feira (24). As novas leis têm foco em práticas de contracepção consideradas “naturais” e na valorização de modelos familiares baseados na monogamia cristã, o que gerou reação imediata de parte da população nas redes sociais.
Uma das leis estabelece o Dia Municipal dos Métodos Naturais, a ser marcado anualmente em 7 de julho. A norma prevê que a administração municipal realize ações educativas, oficinas e encontros voltados à disseminação de métodos de regulação da fertilidade sem o uso de anticoncepcionais hormonais ou preservativos. Entre os métodos citados estão o Billings e o Creighton, ambos baseados na observação do ciclo menstrual e de sinais fisiológicos do corpo da mulher.
No mesmo dia, o prefeito também sancionou o Dia Municipal da Fidelidade Conjugal e do Casamento Monogâmico Cristão, que será celebrado em 18 de maio. O projeto é de autoria do vereador Neném da Farmácia (Mobiliza), que defende a iniciativa como forma de “valorizar os princípios familiares” e reforçar o compromisso conjugal dentro da tradição cristã.
As duas medidas se somam ao conjunto de datas temáticas aprovadas pela Câmara Municipal. No entanto, o conteúdo das propostas e o momento em que foram sancionadas suscitaram críticas. Usuários de redes sociais apontaram que a cidade enfrenta demandas urgentes, como problemas de mobilidade, manutenção de obras e precariedade no transporte coletivo.
Entre os comentários publicados após a divulgação das leis, moradores expressaram indignação. Alguns deles afirmaram:
“BH com 50 mil obras intermináveis, um trânsito caótico, e mais sei lá quantos outros problemas… a câmara: bora gastar tempo aprovando uma data comemorativa que não ajuda ninguém e não muda a vida de ninguém!”
“Trabalhar que é bom… nada! Isso vai tornar a cidade melhor? Vai trazer segurança? Parece até que estamos vivendo num lugar perfeito. Ridículo.”
“Essa turma do PL a cada dia nos surpreende mais. E isso não é um elogio.”
“Vamos cuidar dos ônibus sucateados e do transporte público antes de pensar em criar mais data comemorativa. Bora trabalhar!”
“Trabalhar que é bom, nada. Mas vamos gastar recurso público com projeto vazio.”
Até o momento, nem o prefeito nem o vereador autor do projeto comentaram as críticas publicamente. A reportagem segue acompanhando possíveis manifestações oficiais e debates sobre o tema na Câmara Municipal.






























